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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Reutilização de Troncos

08-09-2012

Em traços gerais, um tronco é o caule lenhoso das árvores. Este caracteriza-se por ser resistente, cilíndrico ou cónico, ramificado e também mais largo na base que no topo.

Um tronco pode ter muitas utilidades para além do fornecimento de calor ou cinza, quando colocado a queimar na lareira. 
Se não sabemos o que fazer a um tronco ou aos ramo basta ter presente que estes são matéria orgânica, logo à medida que se decompões vão enriquecendo o solo... depois é usar a imaginação para obtermos aquilo que precisamos!


Assim, os troncos e ramos podem ser:
- Esconderijos ou sombras para animais
Badoca Safari Park 06-10-2012
14-02-1013
27-03-2013

Badoca Safari Park 06-10-2012

- Vasos
08-11-2012
16-03-2012
15-12-2012

- Proteções para plantas
13-05-2012
08-09-2012
19-05-2013
06-03-2013

- Delimitação de canteiros ou caminhos
Cidade de Lisboa 29-06-2013
Quintinha de Monserrate 21-07-2013
Quintinha de Monserrate 21-07-2013
Quintinha de Monserrate 21-07-2013

- Esculturas e tótemes
Badoca Safari Park 06-10-2012
Quintinha de Monserrate 21-07-2013
Badoca Safari Park 06-10-2012

- Brinquedos para animais com cortiça e/ou pinhas
Badoca Safari Park 06-10-2012
Badoca Safari Park 06-10-2012


- Ou ainda... tudo o que conseguirmos criar!!
Salinas Rio Maior 15-08-2012
daqui
Jardim Campo Grande 23-02-2013

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Chás e Infusões

14-09-2018

Existem várias lendas sobre a descoberta do chá e das suas propriedades. Uma delas conta que na China, por volta do ano 2737 a.C., o Imperador Shen Nong muito preocupado com as epidemias ordenou que todas as pessoas fervessem a água antes de a consumirem. Uma tarde, no seu jardim enquanto esperava que a água arrefece-se, algumas folhas de Camellia sinensis caíram dentro do seu copo, atribuindo à água uma tonalidade acastanhada. O Imperador decidiu experimentar e concluiu que se tratava de uma bebida refrescante e revitalizante, nascendo assim o chá.

Assim, há que ter em atenção que o chá provém da infusão de uma única planta: a Camellia sinensis, da qual obtemos o chá preto, branco e verde.
Muitas das vezes quando popularmente usamos a palavra “chá” estamo-nos a referir simplesmente a uma infusão, ou seja, a uma bebida feita a partir de uma planta que não é a Camellia sinensis.

“Para tirarmos o máximo partido das propriedades da planta em infusão, não devemos utilizar água fervente, pois para além da perda de oxigénio associada, a elevada temperatura fará com que alguns dos compostos mais importantes se volatilizem, deixando a sua casa a cheirar muito bem mas… não os vai de facto ingerir!
Para garantir a temperatura ideal para a preparação da maior parte das infusões (80-90ªC).
14-09-2018
A operação final bem pode ser verter a água sobre o recipiente onde repousam as ervas (um bule com filtro incorporado, por exemplo), restando aguardar o tempo ideal para a infusão, que pode variar entre os 3 minutos (alguns chás) e os 5-10 minutos (infusões com folhas de diversas plantas), podendo mesmo superar os 15-20 minutos, quando usamos raízes de plantas! No final, basta filtrar, servir e desfrutar!” (daqui
Podemos utilizar várias partes das plantas, como por exemplo: folhas, flores, partes aéreas, ramos, raízes… E usar a planta tanto seca como fresca, aumentando um pouco a quantidade usada no caso da planta fresca.
Devemos ter em atenção que nem todas as plantas são iguais, que não contêm as mesmas substâncias ou não funcionam da mesma maneira. Há, ainda, estudos sobre a interação das plantas com medicamentos (ver interações planta-medicamento).
Como tal, deve haver um consumo responsável, não sendo recomendada a toma diária, constante e prolongada das mesmas infusões, ou seja, devemos conhecer as plantas e ir variando, pois algumas, por exemplo, quando tomadas em grandes quantidades podem intoxicar. Não esquecer a frase: "A diferença entre o remédio e o veneno é a dose." (Paracelso - Médico e físico do século XVI).

Algumas plantas que temos normalmente na nossa horta/ jardim e que utilizamos em infusões:

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Folhas secas...



"As folhas secas desmancham pela ação de pequenos organismos e depois são mineralizadas por fungos e bactérias enriquecendo o solo. Muitas vezes, mais por um padrão estético que por ciência, interrompemos o ciclo perfeito da natureza. A folha seca decomposta mantém a humidade do solo e se transforma em nutrientes. Exceto em situações onde folhas secas podem causar entupimentos de bueiros ou algo do género, quando estão espalhadas no chão, elas ajudam a manter o solo sadio" (Informação retirada daqui).

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

No dia de Santa Catarina tudo ganha raiz

25-11-2016
  
Costumamos ouvir dizer que “no dia de Santa Catarina tudo ganha raiz” ou "No Entrudo pega tudo"!

O dia de Santa Catarina é hoje (dia 25 de Novembro) e a origem desta ideia deve estar no provérbio francês "À la Sainte-Catherine, tout bois prend racine".
Há quem defenda que o provérbio se refere ao facto de ser tempo favorável para a plantação de árvores e arbustos de raiz nua. Mas, ao que parece, o provérbio original refere-se à propagação de plantas por estacas… neste caso estacas lenhosas!

Imagem 1
Na imagem 1 podemos ver alguns "métodos de propagação importantes: em regra, uma planta pode propagar-se de diversas formas. O jardineiro deve decidir qual a técnica mais adequada - consoante a época do ano, os equipamentos disponíveis, o objectivo da propagação e as condições biológicas da planta." (imagem e excerto retirado do livro Propagação de Plantas de Fritz Kohlein)

Das várias formas de propagarmos as plantas, a “estaquia, ou “multiplicação por estacas”, é um método de reprodução assexuada de plantas (propagação vegetativa) e consiste no plantio de pequenas estacas de caule, raízes ou folhas que, plantadas em meio húmido, dão origem a novas plantas. (daqui) 

De acordo com a parte usada das plantas temos estacas:
- foliares (folhas)
- radiculares (raízes)
- caulinares (caules/ramos). Estas últimas são as mais comuns e classificam-se em função do grau de lenhificação do caule usado: Estacas tenras/herbáceas (ramos novos, do ano, jovens e vigorosos, “ponteiros”); Estacas semilenhosas (ramos intermédios, ou seja, tenros na ponta e firmes na base); Estacas lenhosas (ramos antigos, firmes, lignificados). Estas podem ainda ser: simples, com talão (pequena porção de madeira velha) ou em cruzeta (secção do caule de madeira mais velha).

A época de propagação depende do tipo de planta e estaca utilizada, por exemplo normalmente na primavera usam-se as estacas tenras, no verão estacas semilenhosas e no inverno estacas lenhosas.
O tempo de enraizamento é variável, dependendo da espécie e do tipo de estaca, mas podemos dizer que estacas tenras ou semilenhosas é expectável enraizarem em cerca de 4-6 semanas, enquanto que as estacas lenhosas levam de 2-3 meses.

26-04-2016
Dicas para prepararmos e termos sucesso no enraizamento das estacas:
“1. Esterilizar todas as ferramentas envolvidas no processo para eliminar todas as bactérias e fungos.
2. Escolher um substrato adequado e encher os recipientes.
3. Preparar as estacas, selecionando um ramo saudável da planta que se quer multiplicar.
4. Cortar uma porção do ramo, em forma de bisel, imediatamente abaixo de um nó.
5. Retirar as folhas inferiores, para não apodrecerem em contacto com o substrato, e cortar as superiores ao meio, se forem grandes, evitando perdas de água excessivas por transpiração. Retirar a flor ou alguma haste floral para evitar perdas de energia.
6. Mergulhar a base das estacas em hormonas de enraizamento.
7. Enterrá-las cerca de 1/3 no substrato (estacas tenras e semilenhosas) e cerca de 2/3 para as estacas lenhosas.
8. Regar de modo a manter o substrato húmido, sem encharcar, para evitar o apodrecimento da base das estacas.
04-05-2016
9. Transplantar as estacas enraizadas, quando se observar um bom número de raízes no fundo da placa. A transplantação poderá ser feita para vasos individuais ou para o local definitivo.” (adaptado daqui

Com a multiplicação das nossas plantas conseguimos ter mais das que gostamos, é vantajoso ter vários exemplares para o caso de perdemos alguma planta e assim também podemos fazer trocas para aumentar a nossa coleção!
As plantas mais fáceis de propagar por estaca são, para nós, as suculentas. No entanto, também conseguimos de: Roseiras, Sardinheiras, Crisântemos, Cravos, Brincos-de-princesa, Coleus, Hortências, Salvia leucanta, Pera-meloa, Abutilão, Malva-rosa, Sempre-noiva, Silindra, Hibisco-da-Síria, Incenso-bastardo, Falso-boldo, Sete-léguas, Alecrim, Alfazema, Marmeleiro, Cuphea ignea, Deutzia... 
(em atualização)

Muito há para dizer e aprender acerca da multiplicação por estacas!

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O nosso “Banco de Sementes”

Feijão

O objetivo é preservar as espécies que mais gostamos, organizar e conservar as nossas sementes e, assim, tornarmo-nos sustentáveis e independentes das empresas produtoras de sementes.
Pretendemos, ainda, conseguir que as nossas sementes (e algumas plantas) sirvam de troca para obtermos novas sementes, aumentando a diversidade da nossa horta e jardim! 


Há muito para fazer e aprender, mas “uma longa caminhada começa com o primeiro passo…”


Plantas aromáticas e úteis
Nome comum
Nome científico
Informações
Alho-aromático
Allium tuberosum

Amores-perfeitos-pequenos
Viola tricolor

Aneto
Anethum graveolens

Artemísia
Tanacetum parthenium
Bardana
Arctium minus
Borragem*
Borago officinallis
Cebolinho*
Allium schoenoprasum
Cidreira
Melissa officinalis
Coentros
Coriandrum sativum
Cravos túnicos/tagetes
Tagetes sp.
Erva-das-verrugas*
Chelidonium majus
Facélia*
Phacelia tanacetifolia
Funcho
Foeniculum vulgare
Hissopo-anisado
Agastache foeniculum
Loureiro*
Laurus nobilis
Luzerna
Medicago sativa

Manjericão-canela
Ocimum basilicum' Cinnamon'
Manjericão-roxo
Ocimum basilicum 'Purpurascens'
Monarda*
Monarda fistulosa

Murta
   Nigella
Myrtus communis
   Nigella damascena
Onagra
Oenothera sp.

Papoila-da-Califórnia (laranja)
Eschscholzia californica

Papoila-da-Califórnia (rosa)
Eschscholzia californica


























Coentros
Plantas da horta e de fruto
Nome comum
Nome científico
Informações
Acelgas (mix)
Beta vulgaris var. cicla

Alface-cordeiro*
Valerianella locusta
Alfarrobeira
Ceratonia siliqua

Amaranthus hypochondriacus*
Amaranthus hypochondriacus

Amaranto roxo*
Amaranthus

Beterraba (mix)*
Beta vulgaris

Caigua*
Cyclanthera pedata

Capuchinhas
Tropaeolum majus
Capuchinhas Peach Melba
Tropaeolum majus 'Peach Melba'

Cártamo
Carthamus tinctorius
Chícharos
Lathyrus sativus
Couve-nabiça
Brassica napus

Espinafre-morango*
Chenopodium capitatum

Espinafre-roxo
Atriplex hortensis var. rubra
Espinafres tetragónia
Tetragonia tetragonoides
Favas bebedas ou tinta*
Vicia faba
Favas Karmazyn
Vicia faba ' Karmazyn'
Feijão (var. casulas)
Phaseolus vulgaris

Feijão (var. patareco rasteiro)
Phaseolus vulgaris

Feijão de metro
Vigna unguiculata sesquipedalis

Feijão frade
Vigna unguiculata

Feijão guandu*
Cajanus cajan
Feijão Jacob's Cattle
Phaseolus vulgaris

Fisális
Physalis peruviana
Gingeng indiano*
Withania somnifera

Gleditsia
Gleditsia triacanthos

Goji
 Lycium barbarum
Kale
Brassica oleracea 'Toscano'

Malagueta amarela comprida
Capsicum sp.

Malagueta amarela redonda
Capsicum sp.

Malagueta chapéu-de-frade
Capsicum sp.

Maracujá amarelo*
--

Maracujá doce*
--

Maracujá-banana
Passiflora mollissima
Mini-melancia
Melothria scabra
Mizuna vermelha
Brassica rapa var. nipposinica

Mostarda-branca
Sinapis alba

Mostarda-vermelha
--

Pastinaca
Pastinaca sativa

Pepino limão
Cucumis sativus "Crystal Lemon"

Perilla roxa
Perilla frutescens var.purpurascens
Pimento amarelo*
Capsicum sp.

Pimento mini amarelo-alaranjado*
Capsicum sp.

Pimento mini vermelho
Capsicum sp.

Pimento vermelho comprido
Capsicum sp.

Pimpilro
Glebionis segetum
Tatsoi roxo
Brassica rapa var.rosularis

Tomarilho
Solanum betaceum

Tomate Cherry amarelo
Solanum lycopersicum

Tomate Cherry vermelho
Solanum lycopersicum

Tomate Cherry zebra
Solanum lycopersicum

Tomate Coração-de-boi
Solanum lycopersicum

Tomate Costoluto
Solanum lycopersicum

Tomatillo
Physalis ixocarpa

Tremocilha
Lupinus luteus

Tremoço
Lupinus albus




























































Tremocilha


Plantas ornamentais
Nome comum
Nome científico
Informações
Albízia
Albizia julibrissin
Aquilegia azul
Aquilegia alpina

Aquilegia roxa
Aquilegia alpina

Árvore-da-chuva-dourada
Koelreuteria paniculata
Asarinas
Asarina sp.

Ave do Paraíso
   Boca-de-lobo
Caesalpinia Gilliesii
    Antirrhinum sp.
aqui
    aqui
Cabaça (8)
Lagenaria siceraria

Cabaça Cisne
Lagenaria siceraria 'Swan' 

Cabaça Pião
Cucurbita pepo ovifera 'Dancing'

Candelária-dos-jardins
Silene coronaria
Cássia
Cassia sp.
Crista-de-galo
Celosia sp.

Dália-pompom
Dahlia sp.

Glicínia
Wisteria sinensis
Goivos-roxos
Matthiola incana
Lagunária*
Lagunaria patersonia
   aqui
Lunária
Lunaria annua

Mirabilis
Mirabilis jalapa
Nigela-dos-trigos
Agrostemma githago
Sesbania
Sesbania punicea
Solanum pseudocapsicum
Solanum pseudocapsicum
Vinca-de-Madagáscar
Catharanthus roseus
























Plantas espontâneas
Pinheiro-bravo
Nome comum
Nome científico
Informações
Ervilhaca-vermelha
Vicia benghalensis
Papoila
Papaver somniferum setigerum
Pascoinhas*
Coronilla glauca

Pilriteiro
Crataegus monogyna

Pinheiro-bravo
Pinus pinaster
Pinheiro-manso
Pinus pinea
Silene
Silene sp.

Sobreiro
Quercus suber












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