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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Espinafre-Malabar ou Bertalha

03-09-2019

Nome científico: Basella alba
Sinonímia: Basella rubra, Basella cordifolia
Nomes comuns: Espinafre-Malabar (do inglês Malabar spinach), Bertalha, Bretalha ou Espinafre-indiano
Família: Basellaceae
Origem: provavelmente sul da Ásia

O espinafre-malabar é uma planta trepadeira vigorosa que cultivamos como cultura de verão, pois não suporta baixas temperaturas. Possui folhas verdes, alternadas, simples e carnudas. As suas flores, brancas ou rosadas, são discretas e produzidas nas axilas das folhas. Estas são seguidas de frutos carnosos de cor púrpura a preta e com uma semente no seu interior.

Propriedades e utilizações: Popularmente, o espinafre-malabar tem várias  aplicações medicinais, tais como: as folhas jovens são usadas como laxante, o sumo vermelho dos frutos é usado como colírio para tratar a conjuntivite e as suas raízes adstringentes são usadas no tratamento da diarreia. No Quénia, as suas folhas são usadas para curar a dor de estômago e a constipação após o parto e aplicadas como cataplasma nas feridas. Na África Oriental, a planta é dada ao gado para aumentar a produção de leite.
28-08-2017
28-08-2017
As suas folhas jovens são comestíveis e têm um sabor suave e uma textura mucilaginosa.  São ricas em vários minerais, como cálcio, ferro e magnésio, assim como em vitaminas (A, B e C, por exemplo).
Podem ser consumidas cruas em saladas ou cozinhadas como os espinafres. Como também contêm ácido oxálico o seu consumo excessivo não é recomendável.
Devido à mucilagem das suas folhas estas também podem ser usadas para engrossar molhos, sopas e ensopados. 
A textura mucilaginosa das folhas não é apreciada por todos, como tal podemos adicionar uma pequena quantidade de vinagre às folhas cozidas.
Os seus frutos frescos quando esmagados fornecem um sumo de coloração vermelha-escura que pode ser usado como corante alimentar em doces, tortas, sumos de fruta e como nos sugeriu uma amiga para colorir peras bêbedas sem vinho tinto. Esta cor é aumentada se adicionarmos um pouco de sumo de limão. 
O corante extraído dos frutos serve, ainda, para tingir roupa ou cosméticos, por exemplo.

Cultivo: Esta planta deve ser cultivada em locais bastante ensolarados. Cresce com sol direto desde que as temperaturas não sejas demasiado elevadas, neste caso a melhor opção será plantá-la em meia sombra. 
03-09-2019
24-10-2017
Aprecia solos férteis, húmidos e bem drenados, tende a florescer precocemente se o solo ficar muito seco. Pode ser cultivada em vaso, desde que este seja grande. A planta necessita de tutores para trepar. Desta forma, pode ser usada para crescer em cercas ou sebes vivas. Multiplica-se por sementes (as que caem no solo nascem no próximo ano na primavera, os frutos podem ser secos inteiros ou espremidos para retirar as sementes).

Curiosidades: A Basella alba pode ser confundida com a Anredera cordifolia (ver aqui) mas as plantas são diferentes; Apesar de ser consumida como o espinafre também não tem nada a ver com o espinafre (Spinacea olerace) ou com o espinafres tetragónia (ver aqui); A sua origem é algo incerta, pois trata-se de uma planta amplamente cultivada; A cultivar rubra (muitas vezes listada como Basella rubra) que tem caules e folhas cor de vinho com veias rosadas é muito cultivada como planta ornamental.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Batata-doce

14-08-2012

Nome científico: Ipomoea batatas
Sinonímia: Convolvulus batatas
Nome comum: batata-doce
Família: Convolvulaceae
Origem: América Central ou América do Sul

A batata-doce é uma planta herbácea com um ciclo de vida perene, no entanto é cultivada como anual. Possui caules tenros e é bastante ramificada. As suas folhas alternas, formadas ao longo dos ramos, são normalmente grandes e cordiformes, podendo ser inteiras ou recortadas, de acordo com a variedade. As suas flores são campanuladas seguidas de pequenos frutos em forma de cápsula. As suas raízes são tuberosas e com o crescimento e a consequente reserva de energias tornam-se alongadas e carnudas. Estes tubérculos são comestíveis.

Propriedades e utilizações: A batata-doce possui um grande valor nutricional, sendo rica em vitaminas, principalmente vitamina A. Acredita-se que consumida regularmente confere-nos propriedades benéficas a nível da saúde, pois pode reduz os sinais de envelhecimento, proteger contra o cancro e estimular a produção de melanina na pele, por exemplo.
04-01-2017
28-08-2019
As batatas-doces podem ser utilizadas da mesma forma que as batatas comuns, ou seja, podem ser cozidas, assadas ou fritas. Podemos, também, utilizar estes tubérculos no preparo de pratos salgados, doces e aperitivos, fécula, farinha e ainda na alimentação animal (como componente para rações de bovinos e suínos, na forma natural picada ou na forma de farinha seca).
As suas folhas e rebentos também são comestíveis após um breve cozimento, podendo ser usadas em refugados, esparregados e até na sopa como substituto do espinafre.
A rama também é aproveitada para forragem, em especial, para porcos e vacas.

Cultivo: Deve ser cultivada num local bastante ensolarado e sempre com algumas horas diárias de sol direto. Há estudos que referem as horas de sol e a temperatura como as principais variáveis que determinam a formação das suas raízes tuberosas. Quanto à temperatura, a planta é sensível tanto a baixas como a altas temperaturas, pelo que a ideal estará em torno dos 25°C, já que ocorre a paralisação do crescimento em temperaturas abaixo dos 15°C e acima dos 35°C.
O solo deve ser enriquecido e com humidade elevada e constante durante o período de enraizamento das guias e crescimento da planta, no entanto as regas devem tornar-se mais espaçadas à medida que o tempo da colheita se aproxima.
03-07-2013
10-09-2013
12-07-2013
A batata-doce reproduz-se plantando hastes ou estacas colhidas a partir da rama de uma planta já adulta (é possível quando não ocorre geada e a parte aérea da planta não morre) ou a partir dos rebentos de um tubérculo de batata doce que se conseguiu conservar. Neste último caso, podemos  fazer de duas formas: Colocar a batata-doce na vertical num copo e cobrir o tubérculo parcialmente com água; Ou plantar um tubérculo na horizontal, no início da primavera (final de fevereiro), num vaso ou diretamente no solo e regar. Em ambos os casos, a batata irá criar raízes e rebentos, estes transformar-se-ão em longas hastes que iremos cortar quando atingirem cerca de 20-30 centímetros e plantá-las no local definitivo. Podemos plantar as hastes sem raiz, pois se forem bem regadas enraizarão facilmente ou podemos colocá-las alguns dias em água para que desenvolvam raízes.
12-11-2012
18-07-2016
A cultura da batata-doce demora cerca de 4-5 meses, mas não há uma altura própria para ser apanhada, quanto mais tarde se apanhar mais os tubérculos estarão crescidos, isto sem esquecer que quando a temperatura começa a descer a planta também deixa de acumular reservas. Assim, estar em flor não significa que é tempo de colher, pois até há variedades que dão flor muito precocemente, como o caso da batata doce de polpa roxa.
Devemos efetuar mondas e devemos evitar que as guias quando tocam no solo enraízem, pois isso afeta a produção. Desta forma devemos levantar as guias semanalmente ou usar rega gota a gota, pois neste último caso a planta só tem água no caule o que dificulta o enraizamento das hastes. Não é necessário cortar as ramas, pois quanto maior for a planta mais força tem para armazenar energias e criar tubérculos. A colheita deve ser feita em tempo seco e devemos guardar as batatas em local escuro e ao abrigo da humidade. 

Curiosidades: Existem cerca de 400 variedades de batata-doce, com diferentes tamanhos formatos e cores; Acredita-se que os primeiros europeus a provar batata-doce foram os membros da expedição de Cristóvão Colombo em 1492; Em Portugal, temos a batata-doce de Aljezur com IGP (Indicação Geográfica Protegida), onde se cultiva a variedade “Lira”; Há referência a um estudo que afirma que a atividade antioxidante da batata-doce de polpa roxa é superior à do mirtilo; Os indianos acreditam que o pudim feito de batata-doce é afrodisíaco; Esta planta pertence ao género da invasora Ipomoea indica e da ornamental Ipomoea purpurea.

Nota: 1º atualização; Original de 07.12.2012

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Feijão Guandu


22-11-2014
Nome científico: Cajanus cajan
Sinonímias: Cajanus indicus Spreng, Cajanus flavus DC, Cytisus cajanus L., Cajanus bicolour
Nomes comuns: Feijão-guandu, Guisante-de-Angola, Ervilha-de-Angola, Ervilha-do-Congo, Guandu, Andu, Ervilha-de-pombo (“Pigeon pea” em inglês), Anduzeiro, Guandeiro, feijão Congo
Família: Fabaceae (ou Leguminosae)
Origem: África ou Ásia
25-05-2013
12-07-2013

O feijão-guandu é uma planta arbustiva com ciclo de vida perene. Este arbusto ereto pode atingir 1 a 2 metros de altura. As suas folhas são alternadas trifolioladas de coloração verde-escura (da parte posterior) e acinzentadas (parte anterior). As suas flores apresentam-se em cachos terminais, de cor amarela ou amarelo-alaranjado, podendo apresentar estandartes salpicados de vermelho. Os seus frutos são vagens indeiscentes, de cor verde-acastanhadas ou púrpuras (ou mesmo verde salpicadas de castanho), de forma oblonga e que contêm no seu interior, em média, 5 sementes.

23-05-2015
12-06-2015
23-05-2015
Utilizações: O feijão-guandu pode ser considerado uma planta melhoradora do solo, pois aumenta a fertilidade dos solos através da sua capacidade de fixar uma elevada quantidade de azoto. É capaz de manter a humidade por mais tempo devido ao seu porte arbustivo que produz mais sombra e devido às suas raízes serem longas e profundas capazes de permitir que a água da chuva penetre com maior facilidade no solo. Pode ser usado para adubação verde e na descompactação de solos.
Pode, ainda, ser usado como consorciação, quer como única cultura quer misturado com cereais, como por exemplo o sorgo (Sorghum bicolor), milheto (Pennisetium glaucum) ou milho (Zea mays) ou com outras leguminosas, tal como o amendoim.
12-06-2015
30-06-2015
As suas sementes podem ser consumidas, secas ou frescas, e cozidas/preparadas da mesma maneira que o feijão. A colheita dos feijões em diferentes momentos de maturação das vagens aumenta a variedade de pratos possíveis de confecionar. Em alguns países do continente africano este feijão é colhido ainda verde, processado e vendido como ervilhas em lata.
Provavelmente o único inconveniente desta leguminosa é que a vagem não pode ser aproveitada como alimento, como no caso do feijão comum quando colhido ainda verde.
As suas sementes são também usadas na alimentação animal como fornecedoras de grãos ou farinha para aves e suínos. A sua forragem é também bastante apreciada pelos ruminantes (especialmente vacas, cabras e coelhos), fornecendo-lhes uma suplementar proteína.
24-08-2015
31-05-2019

Cultivo: Deve ser plantado ao sol. Adapta-se a qualquer tipo de solos, mesmo os secos, compactos e com poucos nutrientes. É uma planta de clima tropical ou subtropical, pelo que tolera a seca, mas sofre com o frio e com as geadas. Multiplica-se por sementes.

Curiosidades: Discute-se a sua origem (África ou Índia), mas é cultivada há pelo menos 3500 anos; Atualmente o seu cultivo ocorre em todas as regiões tropicais e subtropicais da Europa e América onde produz frutos durante praticamente todo o ano; A sua flor tem estrutura característica de autofecundação e a presença de agentes polinizadores (abelhas) aumenta em 97,9% a produção de vagens e sementes; Há relatos da possível associação do feijão-guandu com a melhora do quadro de pacientes com doença falciforme.

Nota: 1º atualização; Original de 22.10.2015

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Alho Social


29-07-2015
Nome científico: Tulbaghia violacea
Nomes comuns: Alho-social, Tulbalgia
Família: Alliaceae
Origem: África do Sul

02-05-2015
A planta alho-social é uma herbácea, bulbosa com um ciclo de vida perene. Cresce formando touceiras e pode atingir entre 40 a 60 cm de altura. As suas folhas verde-escuras são carnudas, longas e afiladas com um forte aroma a alho quando esmagadas. As suas inflorescências são do tipo umbela e surgem em pedúnculos altos acima da folhagem. As suas flores, com seis pétalas formam uma estrela, são tubulares, docemente perfumadas e de cor lilás ou branca. Os frutos são cápsulas triangulares que, quando maduras, se abrem naturalmente libertando as sementes pretas.

Propriedades e utilizações: São-lhe atribuídas propriedades antibacterianas, tal como ao alho e à cebola (Allium cepa). Hoje em dia, decorrem estudos que tentam conhecer e demonstrar as propriedades androgénicas e contra o cancro desta planta.
As suas folhas e flores são comestíveis, podendo ser usadas como tempero ou em saladas e outros pratos.
Nos jardins, pode ser cultivada em vasos ou em canteiros, formando bordaduras ou conjuntos.
Na horta, funciona como repelente, ajudando a afastar algumas pragas como mosquitos e moscas ou até mesmo cobras e toupeiras.
As suas flores são muito duráveis após o corte pelo que podem ser utilizadas em arranjos florais.
05-05-2015
21-08-2015
28-10-2014
Cultivo: Esta planta deve ser plantada sob sol pleno, já que em locais com muita sombra florescerá menos e crescerá com menos vigor. Aprecia solos férteis e com boa drenagem de água. Tolera o frio, mas deve ser protegida de geadas fortes. Tolera curtos períodos de estiagem, mas não resiste a encharcamentos prolongados. Devemos ter atenção aos ataques de lesmas e caracóis. Multiplica-se por sementes ou por divisão das touceiras durante o inverno.

19-05-2015
21-08-2015
22-05-2015

Curiosidades: O género compreende cerca de vinte espécies quase todas naturais da África do Sul onde crescem em habitats de montanhas rochosas; Alguns autores defendem que esta planta pertence à família Amaryllidaceae incluindo-a na subfamília Allioideae, outros incluem-na junto das cebolas e dos alhos (do gênero Allium) na família Alliaceae; Consta que o nome comum “alho-social” está relacionado com o seu uso comestível, tendo em conta que quando ingerido não provoca mau hálito ao contrário do alho comum.

Nota: 1º atualização; Original de 22.08.2015

terça-feira, 28 de maio de 2019

Alcachofra

23-06-2015

Nome científico: Cynara scolymus
Sinonímia: Cynara cardunculus subsp. scolymus
Nomes comuns: Alcachofra, Cachofra, Alcachofra-hortense
Família: Asteraceae (ou Compositae)
Origem: Norte de África e Europa meridional

09-10-2014
23-06-2015
A alcachofra é uma planta herbácea, vivaz, que pode atingir cerca de 1 metro de altura. Possui folhas grandes, por vezes muito divididas, alongadas, com espinhos pequenos, de coloração verde e cobertas de uma penugem branca que lhes dá uma aparência pálida. Os seus capítulos florais são volumosos e desenvolvem-se nos ramos terminais ou laterais. No interior do capítulo (cabeça da alcachofra) encontra-se um receptáculo carnudo que é comestível, assim como as brácteas suculentas que o envolvem. As suas flores com tonalidades roxas e algo azuladas saem em grande número do capítulo, dando origem aos frutos (aquénios). A sua floração ocorre nos meses de maio/junho.
A alcachofra é considerada um dos legumes mais requintados e saborosos.

02-05-2015
05-05-2015
09-06-2015
Propriedades e utilizações: As folhas das alcachofras são extremamente ricas em cinarina, componente que possui importantes propriedades medicinais utilizadas nos problemas de fígado e das vias biliares (consta que a tisana obtida pelo cozimento das suas folhas tem um sabor horrível, mas que faz muito bem). Ainda se pode utilizar no combate a lesões de pele, como eczemas, devido à melhoria que proporciona no funcionamento hepático (“depurativo”).
Os seus capítulos florais são comestíveis, mas a colheita deve ser realizada quando as brácteas ainda estão fechadas, pois quando estas se abrem a alcachofra torna-se mais fibrosa.
23-06-2015
25-06-2015
Podem ser consumidos crus (as brácteas são normalmente servidas cruas, temperadas com sal e limão) ou cozidos em água com algumas gotas de limão, alho e sal durante cerca de 35 minutos. Podem ainda ser assados, refogados, fritos, recheados, acompanhados de molhos ou saladas e conservas. São ricas em vitamina A e B1 e, em traços gerais, diz-se que as alcachofras podem ser utilizadas para emagrecer ou para complementar tratamentos, tais como: baixar o colesterol, combater a anemia, regular os níveis de açúcar no sangue e combater os gases.
Apesar das famosas “flores imaturas” das alcachofras toda a planta pode ser consumida (folhas, pecíolos, flores e raízes). Por exemplo, as folhas verdadeiras (aquelas que crescem ao longo do tronco), para além de serem utilizadas para fins medicinais, também são comestíveis (escaldadas ou cozidas). Ou os talos/pecíolos habitualmente consomem-se com um molho (vinagrete, por exemplo).
19-06-2015
22-06-2015
Os estames das flores podem ainda ser utilizadas como coalho no fabrico de queijo.
Em tinturaria, das folhas da alcachofra obtém-se um corante cinzento escuro.
As flores são super atraentes para alguns insetos, como por exemplo as abelhas.

Cultivo: Esta planta é sensível às geadas severas, ao frio e à humidade excessiva. Aprecia o sol direto e cresce melhor em temperaturas médias de 13°C a 18°C. Requer solos bem drenados e ricos em matéria orgânica (é capaz de suportar adições de composto pouco decomposto). Não aprecia solos ácidos.
Quando o objetivo for a produção de alimento ("flor de alcachofra"), devem-se evitar altas aplicações de matéria orgânica, que viçam demais a planta, atrasando a floração. Por outro lado, quando o clima está muito quente e seco os capítulos florais tendem a abrir precocemente.
A alcachofra é uma planta perene e pode produzir por seis ou mais anos, mas os horticultores geralmente substituem as plantas a cada três anos, pois a produção tende a diminuir em número e qualidade a partir do terceiro ano.
O método mais recomendado para a propagação é a divisão dos rebentos com um pedaço de raiz e três a cinco folhas. As alcachofras quando semeadas têm tendência a degenerarem e a aproximarem-se dos cardos, apresentando uma grande variação de tamanho, forma da planta e das flores e quantidade de espinhos.
30-06-2015
23-06-2015
30-06-2015

Curiosidades: Apesar da origem descrita, esta planta não é conhecida na natureza, daí pensar-se que provavelmente surgiu do cardo comum (C. Cardunculus) com o qual partilha várias semelhanças. Por isso, a alcachofra é, por vezes, apelidada de “cardo domesticado”, acreditando-se que foi sofrendo sucessivos melhoramentos para consumo humano por muitos anos de cultivo; O nome "alcachofra" provém do árabe al-kharshûf (que significa "planta espinhosa"); O nome cynara vem do grego e segundo uma lenda, Cynara seria uma jovem que rejeitou Zeus e que foi por ele transformada nessa planta; A fama da alcachofra deve-se a Catarina de Médici, casada com o Rei Henrique II da França, que foi amante deste legume e responsável pela sua introdução na corte francesa, no século XVI.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Peixinho da horta

02-11-2018

Nome científico: Stachys byzantina
Sinonímias: Stachys lanata
Nomes comuns: Peixinho-da-horta, Sálvia-Peixinho, Orelha-de-coelho, Orelha-de-lebre, Lambarizinho, Lambari-de-folha, Orelha-de-cordeiro (do inglês lamb´s ears)
Família: Lamiaceae
Origem: Arménia, Azerbeijão, Turquia e Norte do Irão

16-04-2015
A planta chamada de peixinho-da-horta é uma herbácea com um ciclo de vida perene. Pode atingir entre 20-40 cm de altura e forma touceiras com dezenas de propágulos. Possui folhas elípticas, carnosas e rugosas densamente cobertas por tricomas semelhantes a pelos em ambas as faces e de coloração cinza-prateada. As suas inflorescências apresentam-se dispostas em rácemos compostos por flores pequenas e roxas claras.

Propriedades e utilizações: São-lhe atribuidas algumas propriedades medicinais, como por exemplo antibacteriana, antisséptica e adstringente. A infusão é mencionada como útil para acalmar a tosse, resfriados e as irritações da garganta e gengivas.
É uma planta comestível que possui, em termos nutricionais, teores significativos de potássio, cálcio e ferro, sendo ainda referida como uma fonte de fibra alimentar.
As suas folhas podem ser consumidas como “peixinhos da horta”, ou seja, fritas envoltas num polme. Podem ainda ser usadas em omeletes, massas, cozidas ao vapor e em saladas, neste último caso só devemos usar as folhas mais jovens.
Nos jardins é utilizada como ornamental devido à sua folhagem ou como cobertura do solo.

13-04-2016
02-11-2018
25-11-2016

16-05-2016

Cultivo: É uma planta rústica que aprecia climas amenos. Deve ser plantada  em pleno sol e prefere solos leves, bem drenados e férteis. Não tolera encharcamento. Multiplica-se por estacas ou pedaços de rizoma.

Curiosidades: O nome do género Stachys está relacionado com a palavra latina para “espiga”, devido à semelhança da sua “espiga” de inflorescências com a espiga do trigo; O nome da espécie byzantina refere-se à  localização geográfica da sua origem; Esta planta possui vários nomes comuns relacionados com as suas características e utilizações, como por exemplo: “sálvia-peixinho”, pois as suas folhas encontram-se cobertas por uma penugem cinzenta, fazendo lembrar as folhas da Salvia officinalis; “peixinho-da-horta” deve-se ao facto das suas folhas serem geralmente consumidas fritas envoltas num polme;  lambarizinho” é um nome muito usado para esta planta no Brasil e remete ao formato da sua folha quando preparada e ao seu sabor peculiar, que lembra um lambari (uma espécie de peixe) frito.
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