sexta-feira, 12 de abril de 2019

Balsamita


17-05-2018
Nome científico: Tanacetum balsamita
Sinonímia: Chrysanthemum balsamita, Balsamita mayor
Nome comum: Balsamita
Família:  Asteraceae ou Compositae
Origem: Europa e Ásia

16-05-2016
16-05-2016
A balsamita é uma planta herbácea com um ciclo de vida perene. Possui um aroma balsâmico suave e desenvolve rizomas que originam a formação de pequenos aglomerados. As suas folhas, lanceoladas e com bordas serrilhadas, nascem a partir de um caule curto. As suas pequenas flores encontram-se reunidas em capítulos. A sua floração ocorre principalmente durante os meses de verão .

10-10-2017
Propriedades e utilizações: São-lhe apontadas propriedades anti-sépticas, digestivas e laxantes. Sendo recomendada para auxiliar o sistema digestivo e capaz de estimular o fígado. Externamente pode ser usada para tratar queimaduras e picadas de insetos.
29-06-2016
11-07-2016
As suas folhas jovens são comestíveis, podendo ser picadas e adicionadas a saladas ou sopas. Podem, ainda, ser usadas como tempero de cozinhados com aves e quando colocadas, durante a cozedura, nas formas de bolos conferem-lhe aroma. 
Contudo, devemos usar sempre as folhas com moderação, pois em grandes quantidades sentimos um sabor amargo em vez de um agradável sabor a menta.
14-07-2016
As suas folhas dão origem a uma deliciosa infusão.
As pétalas da sua flor podem ser usadas para conservas.
É uma planta com interesse ornamental e na horta pode ser usada como repelente de insetos (pulgões e mosca branca).
As suas folhas secas mantêm a sua fragrância por muito tempo, podendo ser usadas em potpourri ou saquinhos aromáticos como repelente de traças.

Cultivo: Deve ser plantada num local com bastante exposição solar. Aprecia solos secos e bem drenados. Quando cresce à sombra produz muitas folhas e a floração é reduzida. Multiplica-se por sementes ou pela divisão dos rizomas.

Curiosidades: Antigamente, as folhas secas ou frescas desta planta eram usadas na fermentação da cerveja, mas atualmente foram substituídas pelo lúpulo (Humulus lupulus); Já foi conhecida por planta-da-bíblia, pois as suas folhas eram usadas como um marcador de páginas na Bíblia, mantendo-as livres de traças e perfumando-as com a sua fragrância refrescante de cânfora; Na cozinha já não é muito usada, pois foi substituida pela hortelã; Partilha algumas características com o Tanacetum vulgare.

segunda-feira, 25 de março de 2019

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Peixinho da horta

02-11-2018

Nome científico: Stachys byzantina
Sinonímias: Stachys lanata
Nomes comuns: Peixinho-da-horta, Sálvia-Peixinho, Orelha-de-coelho, Orelha-de-lebre, Lambarizinho, Lambari-de-folha, Orelha-de-cordeiro (do inglês lamb´s ears)
Família: Lamiaceae
Origem: Arménia, Azerbeijão, Turquia e Norte do Irão

16-04-2015
A planta chamada de peixinho-da-horta é uma herbácea com um ciclo de vida perene. Pode atingir entre 20-40 cm de altura e forma touceiras com dezenas de propágulos. Possui folhas elípticas, carnosas e rugosas densamente cobertas por tricomas semelhantes a pelos em ambas as faces e de coloração cinza-prateada. As suas inflorescências apresentam-se dispostas em rácemos compostos por flores pequenas e roxas claras.

Propriedades e utilizações: São-lhe atribuidas algumas propriedades medicinais, como por exemplo antibacteriana, antisséptica e adstringente. A infusão é mencionada como útil para acalmar a tosse, resfriados e as irritações da garganta e gengivas.
É uma planta comestível que possui, em termos nutricionais, teores significativos de potássio, cálcio e ferro, sendo ainda referida como uma fonte de fibra alimentar.
As suas folhas podem ser consumidas como “peixinhos da horta”, ou seja, fritas envoltas num polme. Podem ainda ser usadas em omeletes, massas, cozidas ao vapor e em saladas, neste último caso só devemos usar as folhas mais jovens.
Nos jardins é utilizada como ornamental devido à sua folhagem ou como cobertura do solo.

13-04-2016
02-11-2018
25-11-2016

16-05-2016

Cultivo: É uma planta rústica que aprecia climas amenos. Deve ser plantada  em pleno sol e prefere solos leves, bem drenados e férteis. Não tolera encharcamento. Multiplica-se por estacas ou pedaços de rizoma.

Curiosidades: O nome do género Stachys está relacionado com a palavra latina para “espiga”, devido à semelhança da sua “espiga” de inflorescências com a espiga do trigo; O nome da espécie byzantina refere-se à  localização geográfica da sua origem; Esta planta possui vários nomes comuns relacionados com as suas características e utilizações, como por exemplo: “sálvia-peixinho”, pois as suas folhas encontram-se cobertas por uma penugem cinzenta, fazendo lembrar as folhas da Salvia officinalis; “peixinho-da-horta” deve-se ao facto das suas folhas serem geralmente consumidas fritas envoltas num polme;  lambarizinho” é um nome muito usado para esta planta no Brasil e remete ao formato da sua folha quando preparada e ao seu sabor peculiar, que lembra um lambari (uma espécie de peixe) frito.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Tanchagem

19-06-2013

Nome científico: Plantago major
Sinonímia: Plantago borysthenica, Plantago dregeana, Plantago latifolia, Plantago sinuata
Nomes comuns: Tanchagem, Erva-das-sete-linhas, Erva-das-sete-costelas, Tanchagem-maior, Chantage, Tanchagem-de-folha-larga, Engorda-porcos, Erva-dos-sete-castelos
Família: Plantaginaceae
Origem: Europa e Ásia, mas naturalizada em muitas outras regiões do mundo

07-04-2013
A tanchagem é uma planta herbácea com um ciclo de vida perene (por vezes anual). É uma planta acaule, pois as suas folhas nascem directamente da raiz. Estas encontram-se dispostas em roseta, são lanceoladas, largas e com 3 a 9 nervuras paralelas. As suas flores são pequenas e encontram-se reunidas em espigas densas e tão compridas (ou maiores) quanto os pedúnculos. As suas sementes, elipsóides ou elipsóides-trigonais, são bastante numerosas.

Cultivo: É uma planta espontânea no nosso país, podendo ser encontrada em matos, pastagens, na berma dos caminhos/ estradas e em terrenos baldios desde que tenham alguma humidade.
Adapta-se e cresce facilmente em qualquer tipo de solo, mas prefere locais húmidos. Requer muito sol, mas também consegue desenvolve-se à sombra parcial. Multiplica-se a partir de semente.

Propriedades e utilizações: A tanchagem é considerada rica em vitamina A, cálcio, vitamina C, sílica e vitamina K e são-lhe atribuidas várias propriedades medicinais, tais como: adstringente, anti-inflamatória, antibacteriana, emoliente, expectorante, laxativa, diurética e cicatrizante .
29-05-2013
16-04-2015
Segundo Fernanda Botelho: “As folhas esmagadas podem ser aplicadas directamente sobre a pele para aliviar picadas de insectos e estancar hemorragias. Internamente pode ser utilizada em forma de chá para combater bronquite, catarro e outros problemas de pulmões e vias respiratórias tendo um forte efeito expectorante devido ao alto teor em mucilagem. O ácido silício ajuda a fortalecer os pulmões.
O seu efeito adstringente é útil para tratar diarreia e cistite.
O psílio (ou seja, uma fibra solúvel feita de cascas das suas sementes) é útil no tratamento de hemorróidas pois amolece as fezes e reduz a irritação das veias danificadas. Tem ainda uma acção simultaneamente laxativa e anti-diarreica, ajudando a equilibrar o funcionamento intestinal. O efeito calmante e protector das cascas e sementes beneficia todo o parelho gastro-intestinal podendo ser utilizado no tratamento de úlceras gástricas e duodenais e problemas digestivos de acidez. A mucilagem é útil no tratamento no síndroma do cólon irritável. Muito eficaz e suave no tratamento de problemas intestinais em crianças. O líquido gelatinoso produzido quando o psílio é mergulhado em água tem a capacidade de absorver toxinas no intestino grosso.
29-05-2013
29-05-2013
A sílica e os taninos presentes na sua composição são muito úteis no tratamento de varizes aplicado em forma de compressas. As compressas de folhas aplicada sobre as articulações alivia dores reumáticas e ajuda a desinflamar. Muito útil para drenar furúnculos ou outras impurezas. Aplicar a folha directamente ou fazer um cataplasma mergulhando as sementes ou folhas numa infusão de calêndula.
Uma infusão de folhas pode ainda ser utilizada para lavar olhos inflamados ou em compressas ou tampões dentro dos ouvidos para aliviar a dor e combater a inflamação.
Pode ainda ser utilizada para tratamento de contusões e entorses.
Para aliviar a febre, aplicar folhas frescas sobre a testa.” (daqui
Em casa devido às suas propriedades para a pele, podemos macerar a planta em azeite e fazer massagens, pomadas ou sabão.
As suas folhas jovens e pedúnculos imaturos são comestíveis, podendo ser usados em saladas ou cozinhadas em sopas, refugados, esparregados ou ensopados. Devemos escolher as folhas mais tenras, para evitar ter de remover os seus fios fibrosos que se acentuam nas mais velhas.
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08-06-2018
As suas sementes podem ser adicionadas aos alimentos ou moídas e adicionadas à farinha. A mucilagem de sementes é um excelente espessante usado em cosméticos (por exemplo, em loções e conjuntos de ondas de cabelo) e como estabilizador na indústria de gelados. Nos Estados Unidos, as sementes cozidas são usadas como alimento para pássaros.

Curiosidades: Existem cerca de 270 espécies de Plantago; A espécie Plantago major é bastante variável pois já foram descritas várias subespécies e variedades; O nome do género, Plantago, estará relacionado com as palavras latinas: planta (que significa pé) e ago (que significa parecer), ou seja, “parecido com um pé”, isto possivelmente devido à forma das suas folhas; Esta espécie serve de alimento para as larvas da traça Athetis pallustris; A tanchagem era já conhecida e muito utilizada na Antiguidade; Consta que Alexandre, o Grande, a designava de “Governante-dos-caminhos”, devido à sua grande abundância nas beiras dos caminhos.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Chás e Infusões

14-09-2018

Existem várias lendas sobre a descoberta do chá e das suas propriedades. Uma delas conta que na China, por volta do ano 2737 a.C., o Imperador Shen Nong muito preocupado com as epidemias ordenou que todas as pessoas fervessem a água antes de a consumirem. Uma tarde, no seu jardim enquanto esperava que a água arrefece-se, algumas folhas de Camellia sinensis caíram dentro do seu copo, atribuindo à água uma tonalidade acastanhada. O Imperador decidiu experimentar e concluiu que se tratava de uma bebida refrescante e revitalizante, nascendo assim o chá.

Assim, há que ter em atenção que o chá provém da infusão de uma única planta: a Camellia sinensis, da qual obtemos o chá preto, branco e verde.
Muitas das vezes quando popularmente usamos a palavra “chá” estamo-nos a referir simplesmente a uma infusão, ou seja, a uma bebida feita a partir de uma planta que não é a Camellia sinensis.

“Para tirarmos o máximo partido das propriedades da planta em infusão, não devemos utilizar água fervente, pois para além da perda de oxigénio associada, a elevada temperatura fará com que alguns dos compostos mais importantes se volatilizem, deixando a sua casa a cheirar muito bem mas… não os vai de facto ingerir!
Para garantir a temperatura ideal para a preparação da maior parte das infusões (80-90ªC).
14-09-2018
A operação final bem pode ser verter a água sobre o recipiente onde repousam as ervas (um bule com filtro incorporado, por exemplo), restando aguardar o tempo ideal para a infusão, que pode variar entre os 3 minutos (alguns chás) e os 5-10 minutos (infusões com folhas de diversas plantas), podendo mesmo superar os 15-20 minutos, quando usamos raízes de plantas! No final, basta filtrar, servir e desfrutar!” (daqui
Podemos utilizar várias partes das plantas, como por exemplo: folhas, flores, partes aéreas, ramos, raízes… E usar a planta tanto seca como fresca, aumentando um pouco a quantidade usada no caso da planta fresca.
Devemos ter em atenção que nem todas as plantas são iguais, que não contêm as mesmas substâncias ou não funcionam da mesma maneira. Há, ainda, estudos sobre a interação das plantas com medicamentos (ver interações planta-medicamento).
Como tal, deve haver um consumo responsável, não sendo recomendada a toma diária, constante e prolongada das mesmas infusões, ou seja, devemos conhecer as plantas e ir variando, pois algumas, por exemplo, quando tomadas em grandes quantidades podem intoxicar. Não esquecer a frase: "A diferença entre o remédio e o veneno é a dose." (Paracelso - Médico e físico do século XVI).

Algumas plantas que temos normalmente na nossa horta/ jardim e que utilizamos em infusões:

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Bulbine frutescens

10-01-2017

Nome científico: Bulbine frutescens
Sinonímia: Bulbine caulescens
Nomes comuns: Bulbine
Família: Asphodelaceae
Origem: África do Sul

23-11-2017
A planta Bulbine frutescens é uma suculenta herbácea com um ciclo de vida perene. É muito ramificada e forma uma touceira a partir da base. As suas folhas fazem lembrar as da cebola, são cilíndricas, lineares e basais que alcançam cerca de 20 a 30 cm. As suas flores são pequenas, podem ser amarelas ou alaranjadas e apresentam-se reunidas em cachos em hastes longas e finas.

Utilizações: Há referência à utilização medicinal desta planta por curandeiros tradicionais sul-africanos, onde o gel das suas folhas é usado externamente em queimaduras solares, infeções de pele, herpes, picadas de insetos, acne e pele seca. Sendo também eficaz para o tratamento de feridas e erupções cutâneas em animais.
Nos jardins tens valor ornamental mesmo quando não está florida. Pode ser usada em canteiros, bordaduras ou vasos. Combina com diversos estilos de jardins, mas principalmente com os de baixa manutenção, juntamente com outras plantas suculentas e catos.
23-11-2017
07-11-2017
Pode ser usada como cobertura de solo ou em telhados verdes.
A sua floração atrai abelhas e outros insetos.

Cultivo: Prefere estar em pleno sol, mas tolera sombra moderada. Adapta-se à maioria dos solos desde que tenham boa drenagem. Aprecia regas periódicas, mas depois de estabelecida é uma planta que resiste a períodos de seca. É tolerante ao frio e não necessita de podas basta remover folhas e flores secas. Multiplica-se por divisão das touceiras e por sementes.

Curiosidades: O nome do género Bulbine refere-se a uma planta bolbosa, mas neste caso é enganoso, pois a planta não tem bolbos; Existem cerca de 50 espécies, na sua maioria nativas da África do Sul e uma minoria das áreas continentais da Austrália.
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