sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Chás e Infusões

14-09-2018

Existem várias lendas sobre a descoberta do chá e das suas propriedades. Uma delas conta que na China, por volta do ano 2737 a.C., o Imperador Shen Nong muito preocupado com as epidemias ordenou que todas as pessoas fervessem a água antes de a consumirem. Uma tarde, no seu jardim enquanto esperava que a água arrefece-se, algumas folhas de Camellia sinensis caíram dentro do seu copo, atribuindo à água uma tonalidade acastanhada. O Imperador decidiu experimentar e concluiu que se tratava de uma bebida refrescante e revitalizante, nascendo assim o chá.

Assim, há que ter em atenção que o chá provém da infusão de uma única planta: a Camellia sinensis, da qual obtemos o chá preto, branco e verde.
Muitas das vezes quando popularmente usamos a palavra “chá” estamo-nos a referir simplesmente a uma infusão, ou seja, a uma bebida feita a partir de uma planta que não é a Camellia sinensis.

“Para tirarmos o máximo partido das propriedades da planta em infusão, não devemos utilizar água fervente, pois para além da perda de oxigénio associada, a elevada temperatura fará com que alguns dos compostos mais importantes se volatilizem, deixando a sua casa a cheirar muito bem mas… não os vai de facto ingerir!
Para garantir a temperatura ideal para a preparação da maior parte das infusões (80-90ªC).
14-09-2018
A operação final bem pode ser verter a água sobre o recipiente onde repousam as ervas (um bule com filtro incorporado, por exemplo), restando aguardar o tempo ideal para a infusão, que pode variar entre os 3 minutos (alguns chás) e os 5-10 minutos (infusões com folhas de diversas plantas), podendo mesmo superar os 15-20 minutos, quando usamos raízes de plantas! No final, basta filtrar, servir e desfrutar!” (daqui
Podemos utilizar várias partes das plantas, como por exemplo: folhas, flores, partes aéreas, ramos, raízes… E usar a planta tanto seca como fresca, aumentando um pouco a quantidade usada no caso da planta fresca.
Devemos ter em atenção que nem todas as plantas são iguais, que não contêm as mesmas substâncias ou não funcionam da mesma maneira. Há, ainda, estudos sobre a interação das plantas com medicamentos (ver interações planta-medicamento).
Como tal, deve haver um consumo responsável, não sendo recomendada a toma diária, constante e prolongada das mesmas infusões, ou seja, devemos conhecer as plantas e ir variando, pois algumas, por exemplo, quando tomadas em grandes quantidades podem intoxicar. Não esquecer a frase: "A diferença entre o remédio e o veneno é a dose." (Paracelso - Médico e físico do século XVI).

Algumas plantas que temos normalmente na nossa horta/ jardim e que utilizamos em infusões:

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Bulbine frutescens

10-01-2017

Nome científico: Bulbine frutescens
Sinonímia: Bulbine caulescens
Nomes comuns: Bulbine
Família: Asphodelaceae
Origem: África do Sul

23-11-2017
A planta Bulbine frutescens é uma suculenta herbácea com um ciclo de vida perene. É muito ramificada e forma uma touceira a partir da base. As suas folhas fazem lembrar as da cebola, são cilíndricas, lineares e basais que alcançam cerca de 20 a 30 cm. As suas flores são pequenas, podem ser amarelas ou alaranjadas e apresentam-se reunidas em cachos em hastes longas e finas.

Utilizações: Há referência à utilização medicinal desta planta por curandeiros tradicionais sul-africanos, onde o gel das suas folhas é usado externamente em queimaduras solares, infeções de pele, herpes, picadas de insetos, acne e pele seca. Sendo também eficaz para o tratamento de feridas e erupções cutâneas em animais.
Nos jardins tens valor ornamental mesmo quando não está florida. Pode ser usada em canteiros, bordaduras ou vasos. Combina com diversos estilos de jardins, mas principalmente com os de baixa manutenção, juntamente com outras plantas suculentas e catos.
23-11-2017
07-11-2017
Pode ser usada como cobertura de solo ou em telhados verdes.
A sua floração atrai abelhas e outros insetos.

Cultivo: Prefere estar em pleno sol, mas tolera sombra moderada. Adapta-se à maioria dos solos desde que tenham boa drenagem. Aprecia regas periódicas, mas depois de estabelecida é uma planta que resiste a períodos de seca. É tolerante ao frio e não necessita de podas basta remover folhas e flores secas. Multiplica-se por divisão das touceiras e por sementes.

Curiosidades: O nome do género Bulbine refere-se a uma planta bolbosa, mas neste caso é enganoso, pois a planta não tem bolbos; Existem cerca de 50 espécies, na sua maioria nativas da África do Sul e uma minoria das áreas continentais da Austrália.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Tradescantia sillamontana

04-09-2018

Nome científico:
Tradescantia sillamontana
Sinonímias: Tradescantia pexata H.E.Moore
Família: Commelinaceae
Origem: México

24-10-2017
A planta Tradescantia sillamontana é uma herbácea muito ramificada com um ciclo de vida perene. A maior característica desta planta são os pelos branco-acinzentados que cobrem completamente todas as suas partes: folhas, caules, brotos e até mesmo os botões. Os seus caules atingem uma altura entre 30 a 40 cm, primeiro são eretos e depois prostrados, estes quando tocam no solo têm tendência a enraizar facilmente. As suas folhas são carnudas e ovais. As suas flores são vistosas de coloração rósea, solitárias e terminais.

09-10-2017
Utilizações: Esta planta é usada como ornamental principalmente devido à sua folhagem diferente e vistosa.
Pode ser plantada em grupos, formando maciços ou pode ser usada em vasos como planta pendente. Isto tanto no exterior como no interior, desde que esteja num local bastante ensolarado.

04-09-2018
Cultivo: É uma planta endémica das áreas secas do estado de Nuevo León, no nordeste do México. Aprecia grande incidência de luz solar, podendo ser cultivada em pleno sol embora o sol direto no verão possa causar queimaduras nas suas folhas. Gosta de solos ricos em matéria orgânica e com boa drenagem. É uma planta pouco exigente em água, sendo umas das variedades de Tradescantia mais resistente a períodos de seca. Pode perder a parte aérea durante o inverno com frio ou geadas fortes, mas normalmente consegue rebrotar na primavera seguinte. Não necessita de podas, bastando remover as folhas e caules secos ou danificados. Multiplica-se facilmente através de estacas ou pela divisão da planta.
04-09-2018

Curiosidades: O nome do género é uma homenagem a John Tradescanta, o jardineiro do rei Charles I de Inglaterra que viveu no século XVII; Esta planta pertence ao mesmo género da Tradescantia pallida, da Tradescantia zebrina e da invasora Tradescantia fluminensis; Em Portugal desconheço o seu nome comum, contudo no Brasil há vários, entre eles: Veludo-branco e Tradescantia-lanosa; O nome da espécie sillamontana (Silla + montanha) está relacionado com o local de origem desta planta, ou seja, Cerro de la Silla, uma montanha situada em Monterrey, Nuevo León, no nordeste do México; Os pelos brancos que cobrem a planta ajudam-na a proteger da luz solar direta e da evaporação excessiva.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Pelargonium capitatum

10-07-2018

Nome científico: Pelargonium capitatum (L.) L'Hér
Sinonímia: Geranium capitatum, Geraniospermum capitatum
Família: Geraniaceae
Origem: África do Sul

25-09-2017
O Pelargonium capitatum é uma planta subarbustiva com um ciclo de vida perene. Cresce de forma ereta ou rastejante e pode atingir cerca de 60 cm de altura. Toda a planta quando esfregada é aromática. Os seus caules e folhas encontram-se cobertos de pelos glandulares longos e macios de densidade variável. As suas folhas verdes são largas e lobadas. As suas flores apresentam-se em aglomerados densos e são cor-de-rosa com marcas mais escuras no interior.

Propriedades e utilizações: A planta inteira é muito aromática. É considerada calmante, emoliente e adstringente.
Popularmente há referência a um chá feito das suas folhas, sendo este usado para tratar doenças renais e da bexiga, cólicas estomacais, náuseas, vómitos, diarreia e flatulência.
Externamente, as suas folhas podem ser esfregadas nas mãos para acalmar calos e arranhões, e nos calcanhares para suavizar a pele rachada.
28-08-2017
25-09-2017
10-07-2018
O seu óleo essencial é usado em aromaterapia e cuidados com a pele.
As suas folhas e flores são usadas em pot-pourris.
10-07-2018
Pelo seu valor ornamental pode ser usada em vasos e floreiras ou nos jardins, por exemplo, como cobertura de solo.

Cultivo: No seu habitat natural cresce em dunas de areia ou encostas baixas perto da costa. Deve ser plantada em pleno sol. Aprecia solo leve e com boa drenagem. Depois de estabelecida é uma planta resistente a baixas temperaturas e períodos de seca. Tolera a poda, visto que estimula a seu crescimento. Multiplica-se facilmente através de estacas.

Curiosidades: O género Pelargonium pertence à família Geraniaceae, uma grande família de 11 géneros e cerca de 800 espécies distribuídas por vários zonas tropicais e subtropicais; O nome do género Pelargonium deriva da palavra grega pelargos que significa cegonha, isto devido à semelhança da forma do seu fruto com o bico de uma cegonha; O nome da espécie capitatum refere-se à forma como as suas flores estão agrupadas; Apesar do aroma ser idêntico, o Pelargonium capitatum é diferente do Pelargonium graveolens (conhecido popularmente como malva-de-cheiro ou malva-rosa).

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Carvalhinha

19-07-2018

Nome científico: Teucrium chamaedrys
Nomes comuns: Carvalhinha, Carvalho-pequeno, Erva-carvalha, Erva-carvalhinha, Camédrios
Família: Labiadas
Origem: Europa, norte da África, Ásia

16-06-2016
A carvalhinha é subarbusto com um ciclo de vida perene. Possui um caule lenhoso na base e forma tufos de hastes que normalmente não ultrapassam os 30 cm de comprimento. As suas folhas verdes e brilhantes são ovais de margens crenadas. As suas flores possuem corola unilabiada de cor púrpura agrupadas (2 a 6) em verticilastros em número variável. O seu fruto é um aquénio.

É uma espécie autóctone de Portugal Continental, podendo ser encontrada em terrenos calcários e pedregosos, prados secos e bosques.

Propriedades e utilizações: Os povos antigos atribuíam-lhe propriedades febrífugas e digestivas. Para além dessas, possui propriedades carminativas devido aos compostos amargos e são-lhe, ainda, atribuídas propriedades adstringentes e antimicrobianas pelos taninos.
As suas folhas são usadas para aromatizar licores, vermutes e alguns vinhos.
Utilizam-se as folhas, a flor seca ou a parte aérea florida em infusões.
Na Bulgária, um chá é feito a partir das folhas desta planta para aliviar o desconforto gástrico.
Devemos ter em atenção que altas e contínuas dosagens podem produzir toxidade hepática, ou seja, podem causar danos no fígado.
05-07-2018
05-07-2018
É, ainda, uma planta muito ornamental que pode ser utilizada em jardins rochosos, por exemplo, ou pode ser usada para delimitar canteiros e formar sebes baixas.
As suas flores atraem polinizadores para a horta e jardim.

Cultivo: Deve ser cultivada em pleno sol. Aprecia solos suaves e leves com boa drenagem. Tolera solos pobres. Depois de estabelecida não necessita de regas regulares. Multiplica-se através de sementes, estacas ou pela divisão de aglomerados da planta.

Curiosidades: O nome do género Teucrium está relacionado com Teucro, o príncipe de Troia, a quem é atribuída a descobertas das suas propriedades; O nome da espécie chamaedrys está relacionado com a semelhança das suas folhas com as dos carvalhos; Pela mesma razão são-lhe atribuídos nomes comuns como: carvalhinha ou erva-carvalha.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Fenómeno de Segunda: O nosso Guaxinim


foto daqui
20-08-2018
Nós temos um Guaxinim… 

A nossa “espécie” tem uma máscara facial negra como os verdadeiros guaxinins (Procyon lotor), é muito territorial e independente. É ágil, bom trepador e também gosta de fazer os seus passeios noturnos...

19-08-2018


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