sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Curcuma alismatifolia

08-08-2019

Nome científico: Curcuma alismatifolia
Sinonímias: Hitcheniopsis alismatifolia
Nomes comuns: Açafrão-da-conchinchina, Tulipa-do-Sião (do inglês Siam Tulip)
Família: Zingiberaceae
Origem: Tailândia e Camboja

07-08-2019
A Curcuma alismatifolia é uma planta herbácea com um ciclo de vida perene. Nascem, a partir dos seus rizomas, aglomerados de hastes eretas com cerca de 40 a 60 cm de altura. As suas folhas verdes são estreitas, em forma de lança, possuem nervuras paralelas e uma faixa arroxeada ao longo da nervura central. As suas inflorescências são brácteas rósea-lilás e vistosas, semelhantes a pétalas, que cercam as verdadeiras e minúsculas flores.

Utilizações: É uma planta usada como ornamental pela sua floração exuberante e abundante.
As suas flores são duradouras mesmo quando cortadas e, por isso, usadas como flor-de-corte.
Há algumas referências que indicam as suas flores (brácteas) como comestíveis tanto cozidas e comidas como vegetais como consumidas frescas (nota: por aqui ainda não experimentámos).

07-08-2019
10-08-2019
Cultivo: Deve ser cultivada sob sol pleno, mas tolera a meia-sombra. Aprecia solos férteis, com boa drenagem e regado regularmente. Suporta temperaturas amenas. Durante o inverno perde a sua parte aérea, mas os seus rizomas rebentam na primavera seguinte. Multiplica-se pela divisão dos rizomas.

Curiosidades: O nome comum, tulipa-do-Sião (Siam Tulip) está relacionado com a semelhança da planta e da sua flor com uma tulipa e com o facto de ser originária da Tailândia, anteriormente conhecida como Sião; Os rizomas deste curcuma não são comestíveis como os do Curcuma longa.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Jujuba

07-10-2016

Nome científico: Ziziphus jujuba
Sinonímias: Ziziphus jujube, Ziziphus zizyphus
Nomes comuns: Jujuba, Maçãnita, Açofeifeira, Açofeifa, Azufaifo
Família: Rhamnaceae
Origem: China

27-04-2017
10-11-2018
A jujuba é uma árvore decídua, pois perde as suas folhas no outono. Possui ramos pendentes e com espinhos. As suas folhas verdes e brilhantes são oblongas e alternas. As suas flores são pequenas e amarelas. Os seus frutos são drupas ovóides que inicialmente possuem uma casca verde que passa a castanho-avermelhada quando maduros.

Propriedades e utilizações: Os seus frutos, pouco maiores do que azeitonas, são comestíveis e possuem um sabor adocicado e ligeiramente ácido que é comparado ao da maçã. São nutritivos, ricos em açúcares, mucilagem e vitamina C. O seu consumo é considerado benéfico em problemas respiratórios, sendo ainda considerados expectorantes e emolientes. 
03-06-2019
08-07-2019
São utilizados em diferentes medicamentos orientais para o tratamento de doenças digestivas, úlceras gástricas, constipação, hipertensão e tosse.
Podem ser consumidos em verde com polpa firme, quando maduros onde apresentam já uma polpa farinhenta ou podem ser deixados na árvore por mais tempo para que se transformem em passas. Podem, ainda, ser utilizados na preparação de geleias. 
A madeira da árvore é dura e forte, sendo usada em marcenaria e na construção de alguns instrumentos musicais, especialmente instrumentos de sopro.

Cultivo: A árvore deve ser cultivada sob sol pleno. Cresce numa ampla variedade de tipos e condições do solo, mas aprecia um solo fértil, com boa drenagem e regado regularmente. Por vezes, é descrita como uma planta que não necessita de muitos cuidados. Depois de estabelecida consegue tolerar períodos de seca. 
28-08-2019
28-08-2019
Os seus frutos, normalmente, atingem a maturação em setembro. Multiplica-se por sementes, estacas de caules lenhosos no outono e, mais facilmente segundo parece, através dos rebentos que nascem junto da planta mãe.

Curiosidades: Esta planta foi descrita, cientificamente e pela primeira vez, em 1753 por Carl Linnaeus como Rhamnus zizyphus. Mais tarde, em 1768, Philip Miller inclui-a num novo género com a denominação de  Ziziphus jujube, usando o nome da espécie dado por Linnaeus, mas com uma diferença ortográfica provavelmente acidental, ou seja, trocou o "y" para "i". Em 1882 Hermann Karsten fez uma combinação dos dois nomes e ficou Ziziphus zizyphus. Em 2011 acordou-se que o nome científico correto para esta espécie seria Ziziphus jujuba, o nome científico atual; A planta é originalmente cultivada na China, mas algumas espécies desenvolveram-se em África.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Trevo da Sorte

06-05-2019

Nome científico: Oxalis tetraphylla
Sinonímia: Oxalis deppei
Nomes comuns: Trevo-da-sorte, Trevo-de-quatro-folhas, Iron Cross Plant (em inglês)
Família: Oxalidaceae
Origem: México

04-09-2018
O trevo-da-sorte é uma planta herbácea bolbosa com um ciclo de vida perene. As suas folhas são verdes, semelhantes a trevos, com uma faixa roxa escura na base de cada folheto. As suas flores pequenas são tubulares e cor-de-rosa.

Utilizações: É uma planta ornamental, preferencialmente plantada em vaso. 
As suas folhas e flores são comestíveis e podem ser consumida cruas em saladas ou cozidas em refogados, por exemplo. 
06-10-2018
No entanto, devido à quantidade de ácido oxálico que contêm, não devem ser consumidas em excesso.

Cultivo: Deve ser plantada ao sol, mas tolera a meia-sombra. Aprecia solo fértil e bem drenado. Após a floração, devemos deixar a folhagem secar naturalmente, depois segue-se um curto período de dormência da planta. 
06-10-2018
A rega só deve recomeçar quando as plantas rebentarem novamente. Multiplica-se, facilmente, por bolbos.

Curiosidades: Apesar do nome comum ser “trevo”, esta planta é “um falso trevo”, pois pertence ao género Oxalis e não ao género Trifolium; O nome do género Oxalis significa ácido/azedo; Acredita-se que encontrar um trevo de quatro folhas é sinal de boa sorte; Como esta planta se podem espalhar pelo jardim é preferível o seu cultivo em vaso, pois não nos podemos esquecer que faz parte do género da planta invasora erva-canária (Oxalis pes-caprae) que já falamos aqui; Pertence também ao género da Oxalis articulata e do trevo-roxo, Oxalis triangularis.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Espinafre-Malabar ou Bertalha

03-09-2019

Nome científico: Basella alba
Sinonímia: Basella rubra, Basella cordifolia
Nomes comuns: Espinafre-Malabar (do inglês Malabar spinach), Bertalha, Bretalha ou Espinafre-indiano
Família: Basellaceae
Origem: provavelmente sul da Ásia

O espinafre-malabar é uma planta trepadeira vigorosa que cultivamos como cultura de verão, pois não suporta baixas temperaturas. Possui folhas verdes, alternadas, simples e carnudas. As suas flores, brancas ou rosadas, são discretas e produzidas nas axilas das folhas. Estas são seguidas de frutos carnosos de cor púrpura a preta e com uma semente no seu interior.

Propriedades e utilizações: Popularmente, o espinafre-malabar tem várias  aplicações medicinais, tais como: as folhas jovens são usadas como laxante, o sumo vermelho dos frutos é usado como colírio para tratar a conjuntivite e as suas raízes adstringentes são usadas no tratamento da diarreia. No Quénia, as suas folhas são usadas para curar a dor de estômago e a constipação após o parto e aplicadas como cataplasma nas feridas. Na África Oriental, a planta é dada ao gado para aumentar a produção de leite.
28-08-2017
28-08-2017
As suas folhas jovens são comestíveis e têm um sabor suave e uma textura mucilaginosa.  São ricas em vários minerais, como cálcio, ferro e magnésio, assim como em vitaminas (A, B e C, por exemplo).
Podem ser consumidas cruas em saladas ou cozinhadas como os espinafres. Como também contêm ácido oxálico o seu consumo excessivo não é recomendável.
Devido à mucilagem das suas folhas estas também podem ser usadas para engrossar molhos, sopas e ensopados. 
A textura mucilaginosa das folhas não é apreciada por todos, como tal podemos adicionar uma pequena quantidade de vinagre às folhas cozidas.
Os seus frutos frescos quando esmagados fornecem um sumo de coloração vermelha-escura que pode ser usado como corante alimentar em doces, tortas, sumos de fruta e como nos sugeriu uma amiga para colorir peras bêbedas sem vinho tinto. Esta cor é aumentada se adicionarmos um pouco de sumo de limão. 
O corante extraído dos frutos serve, ainda, para tingir roupa ou cosméticos, por exemplo.

Cultivo: Esta planta deve ser cultivada em locais bastante ensolarados. Cresce com sol direto desde que as temperaturas não sejas demasiado elevadas, neste caso a melhor opção será plantá-la em meia sombra. 
03-09-2019
24-10-2017
Aprecia solos férteis, húmidos e bem drenados, tende a florescer precocemente se o solo ficar muito seco. Pode ser cultivada em vaso, desde que este seja grande. A planta necessita de tutores para trepar. Desta forma, pode ser usada para crescer em cercas ou sebes vivas. Multiplica-se por sementes (as que caem no solo nascem no próximo ano na primavera, os frutos podem ser secos inteiros ou espremidos para retirar as sementes).

Curiosidades: A Basella alba pode ser confundida com a Anredera cordifolia (ver aqui) mas as plantas são diferentes; Apesar de ser consumida como o espinafre também não tem nada a ver com o espinafre (Spinacea olerace) ou com o espinafres tetragónia (ver aqui); A sua origem é algo incerta, pois trata-se de uma planta amplamente cultivada; A cultivar rubra (muitas vezes listada como Basella rubra) que tem caules e folhas cor de vinho com veias rosadas é muito cultivada como planta ornamental.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Batata-doce

14-08-2012

Nome científico: Ipomoea batatas
Sinonímia: Convolvulus batatas
Nome comum: batata-doce
Família: Convolvulaceae
Origem: América Central ou América do Sul

A batata-doce é uma planta herbácea com um ciclo de vida perene, no entanto é cultivada como anual. Possui caules tenros e é bastante ramificada. As suas folhas alternas, formadas ao longo dos ramos, são normalmente grandes e cordiformes, podendo ser inteiras ou recortadas, de acordo com a variedade. As suas flores são campanuladas seguidas de pequenos frutos em forma de cápsula. As suas raízes são tuberosas e com o crescimento e a consequente reserva de energias tornam-se alongadas e carnudas. Estes tubérculos são comestíveis.

Propriedades e utilizações: A batata-doce possui um grande valor nutricional, sendo rica em vitaminas, principalmente vitamina A. Acredita-se que consumida regularmente confere-nos propriedades benéficas a nível da saúde, pois pode reduz os sinais de envelhecimento, proteger contra o cancro e estimular a produção de melanina na pele, por exemplo.
04-01-2017
28-08-2019
As batatas-doces podem ser utilizadas da mesma forma que as batatas comuns, ou seja, podem ser cozidas, assadas ou fritas. Podemos, também, utilizar estes tubérculos no preparo de pratos salgados, doces e aperitivos, fécula, farinha e ainda na alimentação animal (como componente para rações de bovinos e suínos, na forma natural picada ou na forma de farinha seca).
As suas folhas e rebentos também são comestíveis após um breve cozimento, podendo ser usadas em refugados, esparregados e até na sopa como substituto do espinafre.
A rama também é aproveitada para forragem, em especial, para porcos e vacas.

Cultivo: Deve ser cultivada num local bastante ensolarado e sempre com algumas horas diárias de sol direto. Há estudos que referem as horas de sol e a temperatura como as principais variáveis que determinam a formação das suas raízes tuberosas. Quanto à temperatura, a planta é sensível tanto a baixas como a altas temperaturas, pelo que a ideal estará em torno dos 25°C, já que ocorre a paralisação do crescimento em temperaturas abaixo dos 15°C e acima dos 35°C.
O solo deve ser enriquecido e com humidade elevada e constante durante o período de enraizamento das guias e crescimento da planta, no entanto as regas devem tornar-se mais espaçadas à medida que o tempo da colheita se aproxima.
03-07-2013
10-09-2013
12-07-2013
A batata-doce reproduz-se plantando hastes ou estacas colhidas a partir da rama de uma planta já adulta (é possível quando não ocorre geada e a parte aérea da planta não morre) ou a partir dos rebentos de um tubérculo de batata doce que se conseguiu conservar. Neste último caso, podemos  fazer de duas formas: Colocar a batata-doce na vertical num copo e cobrir o tubérculo parcialmente com água; Ou plantar um tubérculo na horizontal, no início da primavera (final de fevereiro), num vaso ou diretamente no solo e regar. Em ambos os casos, a batata irá criar raízes e rebentos, estes transformar-se-ão em longas hastes que iremos cortar quando atingirem cerca de 20-30 centímetros e plantá-las no local definitivo. Podemos plantar as hastes sem raiz, pois se forem bem regadas enraizarão facilmente ou podemos colocá-las alguns dias em água para que desenvolvam raízes.
12-11-2012
18-07-2016
A cultura da batata-doce demora cerca de 4-5 meses, mas não há uma altura própria para ser apanhada, quanto mais tarde se apanhar mais os tubérculos estarão crescidos, isto sem esquecer que quando a temperatura começa a descer a planta também deixa de acumular reservas. Assim, estar em flor não significa que é tempo de colher, pois até há variedades que dão flor muito precocemente, como o caso da batata doce de polpa roxa.
Devemos efetuar mondas e devemos evitar que as guias quando tocam no solo enraízem, pois isso afeta a produção. Desta forma devemos levantar as guias semanalmente ou usar rega gota a gota, pois neste último caso a planta só tem água no caule o que dificulta o enraizamento das hastes. Não é necessário cortar as ramas, pois quanto maior for a planta mais força tem para armazenar energias e criar tubérculos. A colheita deve ser feita em tempo seco e devemos guardar as batatas em local escuro e ao abrigo da humidade. 

Curiosidades: Existem cerca de 400 variedades de batata-doce, com diferentes tamanhos formatos e cores; Acredita-se que os primeiros europeus a provar batata-doce foram os membros da expedição de Cristóvão Colombo em 1492; Em Portugal, temos a batata-doce de Aljezur com IGP (Indicação Geográfica Protegida), onde se cultiva a variedade “Lira”; Há referência a um estudo que afirma que a atividade antioxidante da batata-doce de polpa roxa é superior à do mirtilo; Os indianos acreditam que o pudim feito de batata-doce é afrodisíaco; Esta planta pertence ao género da invasora Ipomoea indica e da ornamental Ipomoea purpurea.

Nota: 1º atualização; Original de 07.12.2012

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Reutilização de Troncos

08-09-2012

Em traços gerais, um tronco é o caule lenhoso das árvores. Este caracteriza-se por ser resistente, cilíndrico ou cónico, ramificado e também mais largo na base que no topo.

Um tronco pode ter muitas utilidades para além do fornecimento de calor ou cinza, quando colocado a queimar na lareira. 
Se não sabemos o que fazer a um tronco ou aos ramo basta ter presente que estes são matéria orgânica, logo à medida que se decompões vão enriquecendo o solo... depois é usar a imaginação para obtermos aquilo que precisamos!


Assim, os troncos e ramos podem ser:
- Esconderijos ou sombras para animais
Badoca Safari Park 06-10-2012
14-02-1013
27-03-2013

Badoca Safari Park 06-10-2012

- Vasos
08-11-2012
16-03-2012
15-12-2012

- Proteções para plantas
13-05-2012
08-09-2012
19-05-2013
06-03-2013

- Delimitação de canteiros ou caminhos
Cidade de Lisboa 29-06-2013
Quintinha de Monserrate 21-07-2013
Quintinha de Monserrate 21-07-2013
Quintinha de Monserrate 21-07-2013

- Esculturas e tótemes
Badoca Safari Park 06-10-2012
Quintinha de Monserrate 21-07-2013
Badoca Safari Park 06-10-2012

- Brinquedos para animais com cortiça e/ou pinhas
Badoca Safari Park 06-10-2012
Badoca Safari Park 06-10-2012


- Ou ainda... tudo o que conseguirmos criar!!
Salinas Rio Maior 15-08-2012
daqui
Jardim Campo Grande 23-02-2013
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