sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

As plantas ripícolas

25-08-2012
As plantas que vivem nas zonas húmidas (quer nas margens quer no leito de um rio, por exemplo) podem-se agrupar em função da posição que ocupam nestes habitats, já que esta condiciona, em parte, as suas características morfológicas, fisiológicas e reprodutoras.
Em traços gerais podemos ter as plantas ripícolas (também chamadas de plantas ribeirinhas) que ocorrem nas margens inundáveis de cursos de água ou as plantas aquáticas (também denominadas de hidrófitas) que estão estreitamente ligadas ao meio aquático, dependendo muito da água.
As zonas ripícolas, ripárias (do latim ripa: 'margem', 'ribanceira') ou ribeirinhas são espaços abertos que correspondem às margens dos rios (ou outros cursos ou massas de água) estabelecendo o seu limite. Constituem a zona de transição entre o sistema terrestre da encosta e o sistema aquático do leito, acabando por ser uma interação entre vegetação, solo e o curso de água.
A vegetação ripícola (que por vezes constitui a chamada galeria ripícola) é maioritariamente constituída por plantas arbóreas e arbustivas. Estas têm um papel fundamental na estabilização das margens dos cursos de água, uma vez que as seguram através de ação mecânica das raízes e assim evitam e/ou diminuem os efeitos causados pela erosão da agua nas margens dos rios. Sendo bastante importantes tanto para a conservação do solo e dos ecossistemas terrestres quanto para a preservação da biodiversidade dos ecossistemas aquáticos. As zonas ripícolas são importantes para muitos animais que nelas procuram refúgio, diversidade de habitat e abundância de água.
04-05-2013
15-04-2013

Algumas espécies ripícolas que se situam mais próximas das margens por dependerem mais da água:
- Amieiro, Alnus glutinosa
- Choupos, Populos alba, Populos nigra e alguns híbridos
- Freixo, Fraxinus angustifolia
- Sabugueiro, Sambubus nigra
- Salgueiros, Salix alba, Salix atrocinea, Salix salviifolia
- UlmeiroUlmus minor (ulmeiro)
- Vidoeiro, Betula L.


Algumas espécies de zonas relativamente frescas e húmidas (quando a presença da humidade começa a diminuir):
- Aveleira, Corylus avellana
- Bunho, Scirpus holoschoenus
HeraHedera helix
- Jarro, Arum italicum
22-09-2013
23-05-2013
- Juncos,  Juncus acutus, Juncus effusus
- Loendro, Nerium oleander
LoureiroLaurus nobilis
- Murta, Myrtus communis
- Pilriteiro, Crataegus monogyna
- Salsaparrilha, Smilax aspera
- Silva, Rubus ulmifolius
- Tamargueira, Tamarix africana
- Tabúa-estreita, Typha angustifolia
- Tabúa-larga, Typha latifolia
Gostaríamos de ter algumas destas plantas nas margens do nosso charco, mas pensamos que só será possível se este se tornar permanente. Algumas leituras: Guia de Propagação de Árvores e Arbustos Ribeirinhos e Flora Aquática e Ribeirinha.

Contudo, no nosso jardim temos uma zona com problemas de drenagem, principalmente devido às chuvas do inverno. Pelo que necessitamos de plantas que se adaptem a locais ensolarados, mas de humidade acentuada durante o inverno e secura durante o verão. Algumas espécies (autóctones e não só) que parecem tolerantes a estas condições (para experimentarmos):
19-06-2013
06-06-2013

- Loendro, Nerium oleander
- Tamargueira, Tamarix africana
- Lódão-bastardo, Celtis australis
- Tamujo, Flueggea tinctoria
- Zambujeiro, Olea europaea var. sylvestris
- Abrunheiro-bravo, Prunus spinosa
- Agnocasto, Vitex agnus castus
Bambu, Phyllostachys flexuosa 
Canna spp.
- Roseira-brava, Rosa sempervirens  
- Rosa-canina, Rosa canina
- Copo-de-leite, Zantedeschia
- Chá de MarrocosBidens aurea
Lírio-amarelo, Iris pseudacorus
- Colocasia spp

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