terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Aipo

30-01-2013
Nome científico: Apium graveolens
Nomes comuns: Aipo, salsão, ápio
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Origem: Europa

O aipo é uma planta herbácea que pode atingir 1 metro de altura. Tem um ciclo de vida bienal, mas cultiva-se como anual. É uma planta glabra e possui um sistema radicular aprumado, muito ramificado, com raízes fibrosas e fortes. Apresenta um caule ereto, profundamente sulcado, oco e ramoso que sustenta as folhas brilhantes e verdes muito parecidas às da salsa. As suas inflorescências são do tipo umbela com numerosas flores pequenas e esbranquiçadas.
É uma planta aromática de cheiro forte e característico, desta planta utilizam-se folhas, caules, raízes e frutos (sementes).

30-01-2013
Cultivo: Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo profundo e fértil. Apesar de exigir solos ricos em húmus não suporta matéria orgânica pouco decomposta. É das plantas hortícolas que mais sofre com a falta de água, desta forma aprecia regas frequentes e uma boa cobertura para conservar a humidade. Multiplica-se por sementes que levam cerca de três semanas para germinar. Como são muito pequenas não devem ser enterradas em profundidade e devem estar permanentemente húmidas. A sementeira em viveiro realiza-se no início da primavera e a sementeira em local definitivo no decorrer dessa estação do ano.

Utilizações e propriedades:
10-01-2013
Na culinária, consome-se o aipo cru ou cozinhado. No caso da primeira opção deve-se mastigar muito bem para que não se torne indigesto. Se escolhermos cozinhá-lo, fornecerá um aroma persistente a todos os cozinhados, em geral.
29-05-2013
A raiz é, geralmente, utilizada na confeção de sopas, cozidos e caldos. O caule usa-se em saladas e bebidas/cocktails e as suas folhas usam-se como condimento parecido com a salsa, em saladas e guisados, ou como decoração comestível em aperitivos. As suas sementes também podem ser utilizadas como condimento.
Podemos aromatizar licores, chás ou sal, quer com as suas sementes inteiras ou em pó, quer utilizando folhas secas. No caso do sal de aipo, costuma-se secar o aipo-rábano e depois ralá-lo.
Ao aipo são-lhe atribuídas várias propriedades medicinais, sendo considerado diurético, depurativo e desintoxicante. O chá de aipo é utilizado como tratamento medicinal natural para problemas reumatismais. O sumo de aipo ajuda a aliviar as enxaquecas e acredita-se que juntamente com maçã ajuda a purificar o organismo e a diminuir o apetite por doces. Externamente é usado como cicatrizante em queimaduras e inflamações cutâneas.
As suas sementes dão origem a um óleo essencial com várias propriedades, utilizado na perfumaria e na aromaterapia, por exemplo.
Como todas as plantas, também o aipo não deve ser consumido em excesso e as suas sementes não devem ser usadas em casos de problemas renais nem durante a gravidez.
27-02-1013
Na horta, o aipo é o dinamizador biológico do feijão. É um bom companheiro para as couves, pois em filas alternadas repele a lagarta da couve. Podemos plantar, em associação com o aipo, culturas de crescimento mais rápido como rabanete, alfaces e feijão rasteiro ou culturas da mesma duração, como por exemplo o alho-porro e o tomate. Não é bom companheiro das batatas nem do milho.

Curiosidades: O seu nome científico “apium” refere-se a água, referindo-se ao seu habitat natural e “graveolons” significa “aroma forte”; No Brasil o seu comum é salsão, devido à sua semelhança com a salsa; O aipo-bravo (Apium graveolens var silvestre) cresce espontaneamente em locais húmidos, pântanos e margens dos rios. Como costuma crescer junto a fontes salinas, é considerado um bom indicador da salinidade dos terrenos. As utilizações do aipo-bravo são iguais às do aipo cultivado, sendo que o sabor do primeiro é bastante mais amargo; Existem várias variedades/cultivares de aipo que se podem agrupar pela parte mais desenvolvida (de folhas, de talo, de raiz): o aipo-em-rama (Apium graveolens dulce), o aipo-de-cortar (Apium graveolens secalinum) e o aipo-rábano (Apium graveolens var. rapaceum); O aipo pode provocar reações alérgicas, pois para se proteger de doenças produz uma substância que pode não ser tolerada por algumas pessoas.

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