sexta-feira, 14 de março de 2014

Visitantes: Andorinhas

08-03-2014

As andorinhas já chegaram... logo a primavera está perto!


Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Hirundinidae
Nome científico: Hirundo rustica
Nomes comuns: Andorinha-das-chaminés, andorinha-de-bando (no Brasil)

A andorinha-das-chaminés é das primeiras aves migratórias a regressar a Portugal (a sua área de nidificação), sendo vista como um sinal do início da primavera.
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08-07-2013
É uma ave com aproximadamente 18 cm de comprimento. O seu dorso e as partes superiores das suas asas são azuis-escuras com reflexos metálicos, mas à distância podem parecer pretas. A sua cabeça escura e a garganta avermelhada contrastam com as partes inferiores brancas. As suas asas são compridas e angulosas e a sua cauda é profundamente bifurcada com guias caudais nos adultos (mais compridas nos machos). Os juvenis não têm brilho, possuindo a fronte e um “babete” ocres, uma banda peitoral irregular e retrizes (penas da cauda que dirigem o voo da ave) exteriores curtas.

Esta espécie de andorinha é amplamente distribuída no mundo, podendo ser encontrada na Europa, África, Ásia, América e norte da Australásia. Em Portugal distribui-se por todo o território e pode ser encontrada em campos abertos com vegetação baixa, tais como prados, pastos e campos de cultivo, de preferência junto à água. Esta espécie evita áreas escarpadas, demasiado arborizadas ou densamente urbanizadas, assim para além dos campos pode ser encontrada em aldeias e vilas.
 
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As andorinhas-das-chaminés são insectívoras e capturam o seu alimento enquanto voam. Cerca de 99% da sua dieta é composta por moscas, mosquitos, gafanhotos, grilos, libélulas, besouros, borboletas e outros insetos voadores. Pelo que estas aves são bastante eficazes na redução das populações  de insetos, podendo ajudar no combate a algumas pragas.

Esta ave constrói os seus ninhos fechados em forma de taça A sua construção é levada a cabo tanto pelo pela fêmea como pelo macho - embora mais frequentemente pela fêmea - com pedaços de lama colados com saliva, e forrado com palha, ervas, penas, algas ou outros materiais macios. Prefere construi-los em celeiros, estábulos ou outros locais semelhantes. Também são importantes para a seleção da zona de nidificação locais expostos como cabos elétricos suspensos, beirais ou ramos nus para que se possam empoleirar. Existem normalmente duas ninhadas por ano. O mesmo ninho é utilizando para a segunda ninhada, e será reparado e usado novamente nos anos seguintes.

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Curiosidades: O nome do género, Hirundo, é uma palavra em latim, que significa "andorinha", enquanto o nome específico, rustica, significa “do campo”; A sua alimentação insetívora contribuiu para a tolerância humana a esta espécie, sendo que no passado essa aceitação foi reforçada por superstições sobre o seu ninho, fazendo com que este não fosse destruído; O pardal-doméstico (Passer domesticus) tenta por vezes ocupar os ninhos da andorinha-das-chaminés quando os dois progenitores estão ausentes, expulsando os seus ovos e crias; Com as devidas reparações anuais, é comum que um ninho sobreviva 10-15 anos, mas há registo de um ninho que foi ocupado durante 48 anos; 
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Os casais desta espécie ficam juntos para toda a vida, mas as cópulas extra-par são comuns, tornando esta espécie geneticamente poligâmica apesar de socialmente monogâmica; O fenómeno da migração das aves permaneceu desconhecido por muito tempo, e pelo menos desde Aristóteles (350 a.C.) que os cientistas acreditaram que as andorinhas-das-chaminés passavam o inverno debaixo de água ou enterradas na lama. Isto provavelmente devido ao facto destas se juntarem em dormitórios comunais nos canaviais na véspera da migração e partirem discretamente antes do nascer-do-sol; 
10-05-2013
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As migrações não são livres de perigo em 1974, centenas de milhares de andorinhas ficaram retidas na Europa devido à ocorrência de temperaturas excecionalmente baixas, tendo procurado refúgio no interior das casas em busca de calor. Quando as aves começaram a morrer de frio, os ecologistas tiveram a ideia de as transportar de avião para o outro lado do Mediterrâneo, tendo conseguido salvar bastantes; A andorinha-dos-beirais (Delichon urbicum) também é muito frequente no nosso país.
19-05-2013

2 comentários:

  1. Vi num documentário que depois que nascem , e saem do ninho,
    não voltam a por os pés no chão por mais ou menos 2 anos até dormir,
    elas dão alguns cochilos ar super interessante.
    http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

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